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Atenção Médicos Veterinários e criadores! A comissão de Equideocultura do CRMV-RS alerta.
12/05/2026

A IN SEAPI 03/2026 dispõe sobre a suspensão temporária da obrigatoriedade de apresentação do atestado de vacinação contra a lnfluenza Equina (gripe equina) para fins de emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA), mas a ética e o cuidado técnico seguem inalterados. O CRMV-RS reforça que o momento atual da equideocultura exige um Responsável Técnico ainda mais presente e vigilante.

 

O papel do médico-veterinário neste cenário

Com o desabastecimento nacional das vacinas contra Influenza Equina e a suspensão temporária da obrigatoriedade do atestado de vacinação para fins de emissão de GTA, a responsabilidade do Médico-veterinário RT em eventos e estabelecimentos hípicos deve atentar a informar proprietários sobre os riscos do desabastecimento e reforçar que a suspensão da obrigatoriedade não significa que o risco da doença desapareceu, tampouco que a vacinação está suspensa.


Vigilância clínica ativa

 O CRMV-RS orienta que o médico-veterinário atue ativamente na triagem, não apenas na assinatura de documentos sob sua responsabilidade técnica. Sob a vigência da IN 03/2026, a detecção precoce da gripe equina é o que impedirá o cancelamento de eventos e outras atividades equestres devido ao risco de surtos da doença.

O profissional deve implementar um protocolo de Vigilância Clínica Ativa rigoroso com focado na detecção de sinais clínicos inespecíficos como febre, tosse e/ou secreções nasais. Ao identificar qualquer suspeita respiratória, o profissional tem a autoridade e o dever ético de isolar o animal e impedir sua participação no evento ou contato com o restante do rebanho. Lembre-se que a Influenza Equina é doença de notificação obrigatória. Comunique o Serviço Veterinário Oficial imediatamente diante de casos suspeitos.


Biosseguridade máxima

Com a vacina está em falta, a biosseguridade deve ser prioridade. O médico-veterinário, responsável  técnico (RT) em eventos equestres e centros hípicos deve coordenar com rigor o acesso aos ambientes com foco na conferência de GTAs e na presença de sinais clínicos. O profissional deve orientar a desinfecção de baias coletivas, embarcadouros, caminhões coletivos, materiais de uso comum e individualizar bebedouros e comedouros.


Vacinação de grupos de risco

A IN 03/2026 suspende a exigência de atestado vacinal para a GTA, mas a recomendação técnica da realização da imunização permanece. Havendo doses disponíveis no mercado, estas sejam priorizadas para animais que participam de eventos e aglomerações de equídeos, idosos ou com comorbidades. Manter o registro rigoroso das vacinas que foram aplicadas antes do desabastecimento para fins de histórico epidemiológico.