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CRMV-RS apresenta dicas de médicos veterinários e zootecnistas para escolher o melhor produto para a Semana Santa
30-03-2021

A tradicional culinária da Semana Santa leva milhares de pessoas às compras de peixes pelo Estado. Mas, além dos cuidados para cumprir os protocolos de saúde - distanciamento, uso de máscara e higiene das mãos com álcool em gel, por exemplo - é preciso atentar também para a qualidade do alimento que irá para a mesa. O alerta é do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), que recolheu dicas junto a médicos veterinários e zootecnistas que formam suas Comissões Assessoras para auxiliar a população neste processo.
 

“São vários os aspectos que precisam ser considerados para fazer uma boa compra. Peixes com os olhos fundos, por exemplo, não devem ir para a sacola”, explica Lisandra Dornelles, presidente do CRMV-RS.

 

Para que o peixe chegue ao consumidor em condições de consumo com qualidade e segurança alimentar, os médicos veterinários acompanham todo o processo, que vai da produção, captura, produção, beneficiamento, transporte e comercialização do pescado. Os conhecimentos de anatomia, patologia, semiologia, microbiologia e fisiologia animal também permitem a esses profissionais garantirem a saúde dos peixes que irão à venda e que um alimento seguro seja consumido.

 

Por isso, é fundamental que os peixes embalados estejam identificados com selo de inspeção, seja federal, estadual ou municipal, pois é o selo que diz que o produto está apto para consumo porque passou pela fiscalização de um médico veterinário.

 

A quantidade de gelo no balcão de venda é importante e precisa ser observada: precisa ser abundante e na proporção mínima de 30% de gelo por pescado fresco. No caso de congelados, a temperatura do balcão frigorífico deve estar regulada para 12 graus negativos (no mínimo). Só a partir desta temperatura os pescados estarão realmente conservados. Não compre qualquer produto que apresente sinal de descongelamento; é preciso que o alimento esteja bem rígido.

 

No caso dos peixes frescos, o consumidor deve observar os aspectos físicos. Além do exemplo dos olhos – que precisam ser brilhantes e salientes -, existe também a questão da pele, que deve ser úmida e não apresentar manchas ou furos. Escamas firmas e guelras vermelhas também são características importantes.

 

Outra dica importante é que as pessoas comprem em estabelecimentos que possuam alvará sanitário e que costumeiramente comercializam este tipo de produto, evitando, assim, comprar pescados de procedência duvidosa, mesmo quando frescos.

 

 

Confira as dicas:

 

  •  Pescado fresco

Observe se há uma boa quantidade de gelo no balcão de venda;

O peixe deve apresentar olhos "cheios" e vivos;

Guelras vermelhas, abdômen e escamas firmes são indicativos de qualidade;

Odor característico – nem fétido, nem isento de cheiro;

Pele úmida, sem manchas ou furos.

 

  •  Pescado congelado

Precisa apresentar selo de inspeção do SIF, CISPOA ou SIM na embalagem;

Observe se há rigidez do produto;

O produto deve estar dentro da data de validade;

Não existe venda de pescado congelado a granel: é ilegal e fraude. Isso vale também para os demais frutos do mar como camarão, lula, polvo etc.

 

Em caso de irregularidade, a denúncia deve ser feita para a Vigilância Sanitária do Município.





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