CRMV-RS








Comissão de Saúde Única


A Comissão de Saúde Única foi instituída em função das seguintes justificativas:

- a necessidade de conhecer e promover a informação sobre o papel do médico veterinário na saúde única; 

- o número significativo de profissionais médicos veterinários envolvidos nessa área de atuação no Estado do Rio Grande do Sul; 

- cada vez mais as diversas áreas de atuação do médico veterinário precisam ser divulgadas e consolidadas; 

- o exercício da Medicina Veterinária engloba diversas áreas como Epidemiologia; Infectologia; Zoonoses; Patologia; Preservação Ambiental etc; 

- a crescente necessidade de considerar a saúde humana, ambiental e animal como saúde única e reconhecer o médico veterinário como o único profissional capaz de atuar nas três esferas; 

- a importante participação e presença do médico veterinário nesse contexto, e a necessidade de atenção a novas áreas de atuação profissional.

 

Objetivos

- Servir com órgão de consulta e assessoramento técnico da diretoria do CRMV/RS em questões relacionadas à atuação do médico veterinário com saúde animal, humana e ambiental; 

- Promover reuniões periódicas e contribuir para o debate acerca de temas relevantes à atuação com saúde única; 

- Identificar as demandas a partir de consultas a coordenadores e suas equipes de trabalho; 

- Garantir encaminhamento das demandas referentes a SaúdeÚnica no RS com o CFMV; 

- Certificar, acompanhar, orientar as instituições mantenedoras de saúde pública no que tange à legislação Estadual e Federal, bem como orientar a prática da Medicina Veterinária;  

- Planejar debates sobre temas relacionados a saúde única; 

- Programar eventos técnicos (seminários, oficinas e workshops) para a capacitação profissional e apoiar eventos afins para a qualificação dos profissionais dessa área. 

 

Membros

- Méd. Vet. Fernando Rosado Spilki – CRMV/RS 07277 - Coordenador 

- Méd. Vet. José Reck Júnior - CRMV/RS 10591 

- Méd. Vet. Felipe Libardoni – CRMV/RS 13456 

- Méd. Vet. Fernando Gonzales – CRMV/RS 07373 

- Méd. Vet. Paulo Antônio da Costa Casanova – CRMV/RS 03073 

  Méd. Vet.  Itajanara Elisângela Berlitz – CRMV/RS 06217 

  Méd. Vet. Alícia Appel Farinatti – CRMV/RS 05094 

  Méd. Vet. David Driemeier – CRMV/RS 05756 

  Méd. Vet. Carla Rosane Rodenbusch – CRMV/RS 07944 



CONTRIBUIÇÕES

10/09/2020

Faculdade Murialdo promove live com coordenador da Comissão de Saúde Única

Em comemoração ao Dia do Médico Veterinário nesta quarta-feira (9), a presidente do CRMV-RS, Lisandra Dornelles, e o coordenador da Comissão de Saúde Única, Fernando Spilki, estarão na live promovida pela Faculdade Murialdo às 19h30. O tema será o papel do médico veterinário na saúde única. Para participar do evento, acesse perto do horário o link meet.google.com/saa-bbpv-xqa.



06/09/2020

Integrantes da Comissão de Saúde Única concedem entrevista à CNN Brasil

O coordenador da Comissão de Saúde Única do CRMV-RS, Fernando Spilki e Itajana Berlitz, também da comissão, concederam entrevista à CNN Brasil sobre o papel do profissional na saúde única. Confira no link: https://www.facebook.com/cfmv/videos/1646556048836944.



13/08/2020

Coordenador do CRMV-RS compõe estudo sobre Covid-19

Um estudo mundial sobre como a Covid-19 se comporta em diferentes populações e se há variabilidade das características da doença contará com a participação de um médico veterinário. Fernando Spilki, coordenador da Comissão de Saúde Única do CRMV-RS e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, será um dos condutores do projeto que terá a participação da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo, onde coordena pesquisas na área e é professor no Mestrado em Virologia.

 

O projeto, chamado de UnCover, será liderado pelo Instituto de Medicina da Universidade de Antuérpia, na Bélgica. A universidade gaúcha foi convidada a fazer parte pela parceria que já desenvolve há alguns anos com a área de saúde da University of South Florida, nos Estados Unidos. O estudo contará com a participação de 30 instituições localizadas em 18 países. De acordo com o informado pela Feevale, os estudos começam na metade deste semestre e terão duração de dois anos.

 

Conforme Spilki, a intenção da pesquisa é avaliar como se dá a doença em diferentes pacientes ao longo do tempo, podendo entender melhor os aspectos clínicos da Covid-19 no mundo. “Esta é uma oportunidade única de contribuir com um estudo global e aprender com a excelência do trabalho realizado pelas universidades envolvidas e o contato com pesquisadores do mundo inteiro”, destacou. Ainda de acordo com ele, a oportunidade também pode contribuir para melhorias nas pesquisas e entendimento da doença aqui no Brasil. “Será importante para compreender questões como a genética do vírus, diagnóstico, severidade e outras frentes de pesquisas que já temos aqui”, concluiu.

 

O trabalho desenvolvido pela Universidade Feevale com a condução do médico veterinário Fernando Spilki é mais um exemplo de como a profissão é essencial no conceito de saúde única, que engloba a saúde ambiental, animal e humana. Desde o inicío da pandemia causada pelo novo coronavírus, o CRMV-RS também vem trabalhando em conjunto com a comissão para promover materiais educativos, de esclarecimentos sobre o vírus e também sua relação com os animais.

 

*Com informações da Universidade Feevale.



08/04/2020

Comissão de Saúde Única esclarece sobre relação entre coronavírus e os animais

A pandemia de coronavírus tem causado muitas dúvidas na população em relação ao contágio entre humanos e animais. Notícias de animais em zoológico que testaram positivo para o SARS-CoV2 (vírus responsável por desencadear a Covid-19), assim como relatos de suposta contaminação de alguns animais de companhia, têm surgido com frequência nas últimas semanas.

 

As pesquisas científicas para buscar essas respostas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, e são atualizadas diariamente. São descobertas ainda em análise e que requerem atenção.

 

Por isso, a Comissão de Saúde Única do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) está empenhada em acompanhar todas as informações científicas, de forma a esclarecer dúvidas da população sobre a atual pandemia de Covid-19 na saúde humana e animal.

 

Os comunicados do CRMV-RS serão atualizados sempre que houver qualquer novidade a respeito, com compromisso ao combate a informações falsas e irresponsáveis que possam causar ações danosas à sociedade.

 

Esclarecimentos com base na situação verificada até o dia 8 de abril de 2020:

 

- A recomendação é que pessoas acometidas por qualquer doença infecciosa – não apenas a Covid-19, mas também dermatites e gripes, por exemplo – aumentem os cuidados com higiene, como lavar as mãos com frequência, por exemplo, e diminuam o contato com outras pessoas e com animais.

 

- Reduzir o contato não significa tirar os animais de casa ou se afastar das funções de tutor. A rotina de cuidados precisa ser mantida, como a oferta de alimentação e água fresca, cuidados com a saúde e a higiene, garantia de acesso a locais em que possam fazer suas necessidades básicas.

 

- A indicação refere-se à necessidade de o tutor, se doente, evitar contatos mais próximos, como dormir com o animal na cama, beijá-lo ou mantê-lo no colo, para citar alguns exemplos.

 

- Essa orientação é geral e segue protocolos de saúde que buscam reduzir a exposição de outros indivíduos a qualquer tipo de vírus, de forma a evitar o intercâmbio ou adaptação desses agentes infecciosos em diferentes espécies.

 

- É importante lembrar que os casos de animais positivos para o SARS-CoV2 e que envolvem principalmente felídeos (grupo que inclui gatos domésticos e seus “parentes” silvestres, como jaguatiricas, onças, tigres e leões) ainda estão baseados em poucos testes experimentais– quando o animal é infectado em laboratório para estudo da doença – ou após exposição a pessoas infectados.

 

- Relatório da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) divulgado nesta segunda-feira (6/4) informa que um tigre foi positivo no teste para o SARS-CoV2, e outros tigres e leões considerados suspeitos de estarem infectados, supostamente devido ao contato com um funcionário assintomático de um zoológico dos Estados Unidos.

 

- No entanto, documento revela que o potencial de transmissão entre espécies diferentes ainda é desconhecido. Isso significa que os estudos não são suficientes para comprovar se a doença realmente foi transmitida por um humano aos animais.

 

POR ISSO, ATENÇÃO!

 

- Os resultados dos estudos feitos em animais contaminados até agora não são conclusivos nem suficientes para afirmações sobre as formas que o vírus é transmitido.

 

- Até o momento, as pesquisas científicas não comprovam a possibilidade de transmissão do vírus de animais para humanos.

 

- Ainda não há dados que indiquem que qualquer animal doméstico tenha algum papel na disseminação de SARS-CoV2.

 

- Mas é importante reforçar que o SARS-CoV2 é considerado um patógeno zoonótico, ou seja, um microrganismo causador de doenças que potencialmente infecta humanos e animais. Desta forma, sua capacidade de disseminação entre espécies diferentes não pode ser descartada, porém, deve ser tratada com cautela para evitar divulgação de informações equivocadas.

 

O momento exige cautela e atualização constante das informações com base em fontes científicas, e também que todos nós reforcemos o compromisso com a guarda responsável e CONTRA O ABANDONO DE ANIMAIS.



14/03/2020

CRMV-RS apresenta recomendações a médicos veterinários e zootecnistas sobre COVID-19 e SARS-CoV-2

*Por Fernando Spilki

 

O Brasil se prepara para enfrentar e combater o início da transmissão comunitária do vírus SARS-CoV-2, responsável por causar a doença COVID-19, chamada de novo coronavírus. Neste momento, é importante que médicos veterinários (em especial os clínicos) estejam atentos a um conjunto de informações que possam repassar aos tutores e também para própria proteção pessoal, de sua equipe e do público.

 

Especificamente para profissionais que atuam em clínica de animais de companhia, os Comitês Científico e de Saúde Única da WSAVA (Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) publicaram, recentemente, um documento que pode servir de base para a conduta e que está disponível para download gratuito em http://bit.ly/2U5Cvrn.

 

É de conhecimento amplo de médicos veterinários e zootecnistas que diferentes coronavírus causam uma ampla gama de manifestações clínicas em diversas espécies domésticas. Os profissionais devem estar preparados para esclarecer aos tutores, produtores e auxiliares questões sobre as diferenças entre o agente etiológico da COVID-19 e outros coronavírus.

 

Vírus da família "Coronaviridae" são uma realidade rotineira na clínica veterinária desde os anos 1960, com a descoberta do vírus da Bronquite Infecciosa em criações comerciais de galinhas e, ao longo desse tempo, inúmeros agentes importantes de doença respiratória e entérica (intestinal) foram descritos em outras espécies.

 

É importante esclarecer ao público que, ainda que pertençam à mesma família viral do SARS-CoV-2, esses vírus estão em gêneros distintos, são agentes comuns apenas em animais, não infectam seres humanos e não representam risco à saúde pública.

 

Embora tenha sido noticiada a detecção molecular do vírus nas secreções respiratórias de um cão pertencente a uma pessoa portadora de coronavírus em Hong Kong, não há outros casos relatados a respeito, e nem evidência de infecção das espécies domésticas pelo SARS-CoV-2.

 

Por isso, é de fundamental importância orientar aos tutores que não estão recomendadas alterações no calendário regular de vacinas de qualquer espécie animal por conta da pandemia de COVID-19.

 

O mesmo alerta vale para quaisquer tentativas de imunizar seres humanos contra o SARS-CoV-2 utilizando vacinas de uso veterinário contra outros coronavírus. Essa prática, além de representar um risco à saúde, não traria qualquer proteção.

 

Neste momento, é preciso redobrar a atenção às novidades, buscar fontes de informação científica sobre o tema e evitar o uso de informações não confiáveis que podem se disseminar pelas redes sociais.

Médicos veterinários e zootecnistas devem seguir estritamente às recomendações dos órgãos de saúde pública quanto às medidas de higiene, etiqueta social, restrição de aglomerações e outras, visando à proteção pessoal, de sua equipe e dos tutores de animais de companhia, criadores e produtores rurais.

Imagem: Freepik/Divulgação






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