CRMV-RS








Comissão de Equideocultura


A Comissão de Equideocultura foi instituída em função das seguintes justificativas:

- a relevância da equideocultura no estado do Rio Grande do Sul atividade que está diretamente ligada ao lazer, cultura, esporte;

-  a importância econômica da equideocultura, geradora de milhares de empregos diretos e indiretos, sendo a Medicina Veterinária e Zootecnia imprescindíveis para essa cadeia;

- os equídeos do Estado do Rio Grande do Sul podem ser acometidos por enfermidades de notificação oficial para as quais existem políticas públicas de controle;

- a importância da atuação dos médicos veterinários frente a ações para zelar pela saúde, bem estar e fortalecimento da equideocultura gaúcha.

 

Objetivos

- propor ao CFMV a revisão, atualização e harmonização das normas vigentes;

- produzir notas e manuais sobre temas relacionados à equinocultura visando promover esclarecimento ou atualizações para profissionais e Estudantes;

- promover e participar de reuniões, seminários e atividades similares, que visem a discutir sobre os assuntos relacionados a equideocultura e

- servir de consulta e assessoramento técnico da Diretoria e CRMV-RS em questões que requeiram conhecimento técnico especializado.

 

Integrantes

- Méd. Vet. Gustavo Nogueira Diehl CRMV/RS 07862 – Coordenador

- Méd. Vet. Fernando Gonzales CRMV/RS 07373 – Secretário

- Méd. Vet. Christian Davids Moreira CRMV/RS 08262

- Méd. Vet. Adriana de A. Goulart Barcelos CRMV/RS 16467

- Méd. Vet. Bruno Pereira Marques CRMV/RS 16560

- Méd. Vet. Leandro Américo Rafael CRMV/RS 16168

- Méd. Vet. Luiz Mário Queirolo Diaz CRMV/RS 09652

- Méd. Vet. Ilusca Sampaio Finger CRMV/RS 12761

- Méd. Vet. Giovana Tagliari Evangelista CRMV/RS 12245



CONTRIBUIÇÕES

16/10/2019

CRMV-RS alerta para a importância do exame de mormo para controle da doença no Estado

Depois de dois anos sem registrar casos de mormo, o Rio Grande do Sul volta a enfrentar a doença, que foi detectada em cavalos em propriedades nas cidades de São Lourenço do Sul, Nova Santa Rita e Santo Antônio da Patrulha no mês de setembro. Não havia apontamentos desse tipo no Estado desde julho de 2017. O CRMV-RS alerta para a importância da coleta de amostras de sangue para verificação da doença, assim como o preenchimento dos documentos de identificação dos animais coletados (a resenha), procedimentos que devem ser realizados por médicos veterinários habilitados. “É fundamental realizar os exames a cada seis meses e, diante da atual situação, essa obrigação torna-se ainda mais importante”, alerta o coordenador da Comissão de Equideocultura do CRMV-RS, Gustavo Nogueira Diehl.

 

Em função dos casos, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e mormo de animais que venham a transitar.
No Brasil, o Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta a ocorrência de 7 focos no Brasil de janeiro a maio deste ano: 2 em Pernambuco, 2 em São Paulo, e um caso em Alagoas, no Ceará e na Bahia. Em 2018, foram 29 casos de mormo no Brasil, somando 16 focos, a maioria em Pernambuco.


As ocorrências de mormo no Estado foram verificadas por meio do exame de Western Blotting (WB), teste confirmatório e conclusivo preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para confirmação dos suspeitos. Trata-se de uma enfermidade infecciosa, de caráter agudo ou crônico que acomete, principalmente, equídeos, mas que também pode atingir seres humanos, carnívoros e, eventualmente, pequenos ruminantes.


Como a doença não tem vacina nem tratamento, a principal forma de evitar a sua propagação é a prevenção. “Estamos falando de uma zoonose, ou seja, o mormo pode ser transmitido dos animais para as pessoas. A doença provoca alta taxa de mortalidade de equídeos, que precisam ser sacrificados, e é extremamente letal aos homens também”, adverte Diehl, que atua como fiscal estadual agropecuário do Departamento de Defesa Agropecuária – Divisão de Defesa Sanitária Animal da SEADPR.

 

Sobre a doença


O agente etiológico do mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bacilo gram negativo. Os sinais clínicos mais frequentes são febre, tosse e corrimento nasal (purulento que evolui para sanguinolento), além de prostração, pústulas na mucosa que evoluem para úlceras, abscessos nos linfonodos e dispneia. Na fase final da doença, a broncopneumonia leva o animal à morte por insuficiência respiratória. No entanto, alguns equídeos podem tornar-se portadores assintomáticos, forma considerada preocupante, pois um animal positivo que não manifesta sinais clínicos pode ser fonte de disseminação da doença para outros animais e para as pessoas.


Na ausência de tratamento e de vacinas eficazes à prevenção da enfermidade, as recomendações e estratégias de profilaxia e controle estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos a Instrução Normativa nº 06/2018. Entre as medidas, está a obrigatoriedade de exame negativo para trânsito de equídeos e participação em eventos e sacrifício de animais positivos. (Fonte: Programa Estadual de Sanidade Equina da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).

 

Sobre os métodos de diagnóstico


Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do mormo no Brasil e consequentemente adotados no Estado do Rio Grande do Sul são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), técnicas previstas na Instrução Normativa nº 06/2018, podendo ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB). Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da OIE e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do Mormo.


Teste de Western-Blotting: Com relação ao teste de Western-Blotting (WB), exame também utilizado para confirmação do Mormo, é um método em biologia molecular e bioquímica. Para emissão de resultado, os pesquisadores examinam a quantidade de proteína em uma dada amostra e comparam os níveis entre diversos grupos. Importante ressaltar que além do diagnóstico confirmatório de mormo, o WB é teste confirmatório de HIV em humanos e que também é um teste definitivo para a Doença da Vaca Louca. (Fonte: Programa Estadual de Sanidade Equina da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).

 

Íntegra da nota técnica sobre a situação do mormo no Rio Grande do Sul


Porto Alegre, 23 de setembro de 2019


Mormo é uma enfermidade infecciosa, de caráter agudo ou crônico que acomete, principalmente, equídeo, podendo também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. O agente etiológico do mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bacilo gram negativo responsável por alta taxa de mortalidade de equídeos, que quando afeta o homem é altamente letal. Os sinais clínicos mais frequentes são febre, tosse e corrimento nasal (purulento que evolui para sanguinolento), além de prostração, pústulas na mucosa que evoluem para úlceras, abscessos nos linfonodos e dispneia. Na fase final da doença a broncopneumonia vai levar o animal a morte por insuficiência respiratória. No entanto, alguns equídeos podem tornar-se portadores assintomáticos, forma considerada preocupante, pois um animal positivo que não manifesta sinais clínicos pode ser fonte de disseminação da doença para outros animais e para as pessoas. Na ausência de tratamento e de vacinas eficazes à prevenção da enfermidade,as recomendações e estratégias de profilaxia e controle estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos a Instrução Normativa nº 06/2018 entre elas a obrigatoriedade de exame negativo para trânsito de equídeos e participação em eventos e sacrifício de animais positivos.


Esclarecimentos sobre os métodos de diagnóstico do Mormo


Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do Mormo no Brasil e consequentemente adotados no Estado do Rio Grande do Sul são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), técnicas previstas na Instrução Normativa nº 06/2018, podendo ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB). Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da OIE e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do Mormo.


Teste de Western-Blotting:
Com relação ao teste de Western-Blotting (WB), exame também utilizado para confirmação do Mormo, é um método em biologia molecular e bioquímica. Para emissão de resultado, os pesquisadores examinam a quantidade de proteína em uma dada amostra e comparam os níveis entre diversos grupos.Importante ressaltar que além do diagnóstico confirmatório de mormo, o WB é teste confirmatório de HIV em humanos e que também é um teste definitivo para a Doença da Vaca Louca.


Atual situação epidemiológica


O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. A título de informação o último foco de Mormo no RS havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Estado do Rio Grande do Sul pleiteasse o status de Zona Livre de Mormo.


Infelizmente neste mês dois novos casos foram confirmados através do exame de Western Blotting (WB), que é o exame confirmatório e conclusivo preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para confirmação dos suspeitos. Os novos casos ocorreram em setembro, nos municípios de São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha, acometendo dois equinos, um em cada propriedade, até o momento.


Informamos que estas propriedades encontram-se interditadas e sob vigilância do Serviço Veterinário Oficial desde o momento da notificação às Inspetorias Veterinárias dos municípios, estando proibido o ingresso e egresso de equinos destes locais, até que se encerrem os procedimentos de saneamento.


Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN 06/2018 é de que o estado esteja há pelo menos 3 anos sem registrar nenhum novo foco da doença. O estado do RS vem tratando do assunto mormo desde a primeira notificação com extrema transparência e neste processo frequentemente diversas associações e entidades envolvidas com equídeos tem participado de reuniões na sede da Secretaria.


Em função do exposto, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e mormo de animais que venham a transitar. Por fim, salientamos que todas as medidas de defesa sanitária animal cabíveis estão sendo tomadas em atendimento a ocorrências de mormo.


Programa Estadual de Sanidade de Equídeos

 

Assessoria de Comunicação do CRMV-RS
Texto: Nathália Bastos (assessora das comissões)
Edição: Cristine Pires (jornalista MTB-RS 7847)
Amanda Porterolla (designer gráfico)
Rafaela Santos (estagiária de Jornalismo)
Rosane Valenti (eventos)

 

Contatos:
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01/10/2019

Comissão de Equideocultura promove discussão sobre mormo

A discussão sobre o mormo acontece no dia 4/10, das 13h30 às 16h30, na UniRitter (Campus Fapa), auditório do prédio 6, em Porto Alegre. As inscrições são gratuitas e abertas ao público e podem ser realizadas até o dia do evento em www.crmvrs.gov.br/eventos.php. Para mais informações entre em contato pelo (51) 2104 0568 ou www.crmvrs.gov.br. Participe!

 

 

 






SEDE - PORTO ALEGRE
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CEP: 90035-006
Fone: (51) 2104-0566
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UNIDADE DE ATENDIMENTO NO INTERIOR - PELOTAS
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Das 8h às 12h e das 13h às 16h
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Das 8h às 12h e das 13h às 16h
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